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Por falar de amor...




Refiz a outra canção perdida mais uma vez, só porque descobri indícios de que nossa sintonia está unida, mesmo lá e cá, mas já serve, apesar de leve, no íntimo intríseco meu e naquele olhar blasé seu, nosso...


Ainda, a resposta se perde nos rodeios da timidez, insegurança, talvez a solidão seja mais insistente e mais forte do que o nosso querer, simples reféns...


A reciprocidade conduz a certeza mais incerta simbolizando o carinho repousado, só ao longe, o qual, transforma-se em fáceis percepções, a ligação interna...


O tempo nos favorece, meu bem. Chega de passear no esconderijo, tapeie a ilusão, venha para a luz e  entenda como as notas se encaixam melhor nessa  nova versão que fiz para nós...


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Pimpo e Frida




Finalmente encontrei. Foram dias procurando, pensando em todos os lugares possíveis onde eu poderia ter deixado, depois de muito mexer nos guardados, abro um sorrisão quando vejo ele louco pra ser lido novamente. Agora ele está bem guardado e não esqueço mais onde deixei.
"Minha Primeira Paixão" é um dos meus livros favoritos, daquelas leituras lá da adolescência, mas ainda hoje, gosto muito de relembrar a historinha de Pimpo e Frida, aqueles dois colegas de classe que se detestam, brigam feito cão e gato, e depois descobrem que são loucos de amor um pelo outro. Tão bonitinhos!
Só pra dar uma pausa nas leituras mais sérias e relaxar a mente com essas coisas docinhas juvenis.



"O  coração  disparou  dentro  do  peito e
um  friozinho  me   correu  pela  espinha, 
igual   quando  a  gente  fica  com   medo 
assistindo   o    filme   de    Drácula.   Mas
aquilo   nada   tinha   a   ver  com  medo. 
Nada a ver... Parecia que o mundo tinha 
sido inventado naquela hora. Nada mais 
parecia    existir    senão   eu   e   Frida..."

(pp. 79-80)


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Ocaso



O corpo inerte enquanto lágrimas esvaziavam o amargor do último pôr-do-sol, memorizava todas as palavras inversas em conflito com o eu. Era Outono, onde angústias costumavam perseguir seus instintos, temia ser a vítima, repetidamente. Nunca sentira a reciprocidade de um toque, até um olhar profundo juntar pedaços do que se entendia por sentimento, um beijo que jamais pôde esquecer. 
Não ouvia mais o seu Herói, quis arrancar seu coração, já não suportanto mais aquela dor, ainda com a aliança que os uniam na mão direita. Jurou ser a última vez que se entregaria a estupidez. Os passos pesavam necessitando repouso, o cansaço era visível, queria se esconder no abismo mais escuro, encostar-se nos pensamentos mais sombrios ao ler as líricas, agora borradas de lágrimas, que mostravam  toda paixão encarnada de um ser que respirava emoções. Derramou todo pranto que pôde, lastimando o abandono.
Insana, desistiu de amar, decidiu deixá-lo ir, sem formas de entender o porque. Despediu-se, e aquela  foi a última vez em que viu olhos de amor...



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