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Na sombra da Fênix...




" Ave fabulosa, do tamanho de uma águia, que, depois de uma longa vida, consumia-se a si própria através do fogo e renascia de suas próprias cinzas. É o símbolo da ressurreição na eternidade, na qual a noite segue-se ao dia e o dia à noite; alusão aos ciclos periódicos da ressurreição cósmica e reencarnação humana. A Fênix vive mil anos, em cujo término, acendendo um fogo flamejante, consome-se a si  mesma após renascer de suas próprias cinzas, vive outros mil anos, e assim até sete vezes sete. 'Sete vezes sete' ou quarenta e nove constituem uma alegoria transparente e uma alusão aos quarenta e nove Manus, às sete Rondas, e às sete vezes sete ciclos humanos em cada Ronda verificada em cada Globo.  

A Fênix é, assim, um símbolo para toda forma de vida, que igual à ave mitológica, tem um princípio e um fim, para depois recomeçar e terminar novamente, sucessivas vezes; isso acontece para os eons que duram as vidas de galáxias e universos, da mesma forma que para a efêmera existência de homems, animais, plantas... Podemos, ainda, verificar essa idéia de começo, fim e recomeço dentro da vida de homens, nações, planetas, etc., ao percebermos os vários ciclos que todos cumprimos, tais como, períodos de dificuldades, em que após se chegar a situações extremas, consegue-se "renascer" para uma nova fase." 


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Naturaleza Muerta



O Sol mal despontou, mas Ana e Miguel
já ardem de amor.
Ela sobre ele, homem e mulher,
desfazem a cama.
E o Mar que está louco por Ana,
prefere não olhar.
Os céus não perdoam,
nem a água, nem as algas nem o sal.


Ao amanhecer,
Miguel já está em seu barquinho.
"Dê-me um beijo, amor,
e me espere quieta junto à praia."
E o Mar murmura em sua linguagem,
"Maldito pescador!
Diga adeus a ela,
não quero compartilhar seu coração!"


E chorar, e chorar, e chorar por ele.
E esperar, e esperar, e esperar de pé
na orla até que Miguel retorne...


Dizem, na aldeia,
que esta rocha branca é Ana.
Coberta de sal e de coral,
ela espera na praia.
 Não espere mais, menina de pedra,
Miguel não voltará...
o Mar o tem prisioneiro
por não querer cedê-lo a uma mulher.


E chorar, e chorar, e chorar por ele.
E esperar, e esperar, e esperar de pé
na orla até que Miguel retorne...


Ainda há gente que assegura
que quanto há tempestade
as ondas são provocadas
por Miguel, lutando até a morte com o Mar...


E chorar, e chorar, e chorar por ele.
E esperar, e esperar, e esperar de pé.
E chorar, e chorar
sobre o Mar..

(J. M. Cano)


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Ao vento




Ainda que o abismo pareça infinito e os passos transpareçam o cansaço de uma alma ferida, faz-se notório que este é o caminho a seguir. Conduz em seu íntimo sentidos sombrios que muito dizem apenas com uma forma  de  olhar. Há pouco, seus  pés pisavam em pétalas de rosas, seu corpo suavemente flutuava, seus sonhos  se faziam alcançáveis, mas a tempestade assoladora arrancou de suas mãos e deixou marcas profundas, indesejáveis e cruéis.  
Jogada ao vento como forma de sentir os encantos mais ocultos da natureza e o ímpeto do viver, corre  em direção aos passos perdidos entre raios e trovões, e em sintonia com as feras perversas, recosta-se no som e na fúria dos quereres. Mesmo  em  silêncio aflito, sente desejo de sorrir, sorrindo...Não oculta sua façanha, mas sabe que por trás do sorriso, escondem-se lágrimas que jorram sempre que percebe que não está vivendo um sonho. 


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