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Passagem



Sinto o vento frio arrepiando a minha pele. Nesta casa vazia coberta por sombras melancólicas, apenas a luz da lua reflete sobre mim, e me pego viajando nas lembranças, de volta a um tempo onde a ilusão transcendia o real e tudo parecia mais terno: olhos quando se encontravam nos meus, mãos frias quando tocavam as minhas, o sorriso quando me via passar...
Hoje observo o inverso, tropeços que ficaram no caminho e só restam vestígios de um coração ferido. Os pés descalços neste chão gelado transparecem um equilíbrio que preciso ter e as marcas voluntárias se transformam em passagens reais. É um único ser traduzindo imagens em vários ângulos, onde cada uma identificam detalhes heterogêneos. Isso é único, e não há quem possa me subestimar. É aí que minha mente traz a informação sobre o que não me é necessário fazer.
Caminhos traçados e trilhados podem se perder ao longo do percurso, e não mais existirá sentimento algum,  parte dele ficará marcado, mas outra parte será deletada pelo tempo. Isto aqui é só uma passagem! E se tudo isso se resume em uma percepção, frases ditas e imagens vistas se transformam em vertigens para exprimir que nada está no seu lugar exato.
                                           

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